Leonardo Jardim deve ser anunciado nas próximas horas como o novo treinador do Flamengo. O português de 51 anos chega para substituir Filipe Luís, demitido após vencer o Madureira por 8 a 0 e garantir a classificação para a final do Carioca na noite da última segunda-feira, 2.
O novo comandante treinou o Cruzeiro na temporada passada, levando a Raposa até as semifinais da Copa do Brasil e terminando o Brasileirão na terceira colocação.
Nascido na Venezuela, Jardim é filho de portugueses e viveu na Ilha da Madeira quando era jovem. A carreira como treinador começou em 2001, na Associação Desportiva da Camacha, da quarta divisão de Portugal. Nos anos seguintes, Jardim cresceu como treinador dentro de seu país em clubes como Chaves, Braga e Sporting.
Matheus Pereira e Leonardo Jardim, destaques do Cruzeiro em 2025 – Gustavo Martins/Cruzeiro
O principal clube da carreira do português foi o Monaco, onde o treinador ficou por cinco anos e meio. Leonardo Jardim era o comandante do histórico time do principado que chegou até as semifinais da Champions League na temporada 2016/17 e foi campeão da Ligue 1 – o período ficou marcado pela dupla de ataque formada pelo veterano Falcao Garcia e a estrela em ascensão Kylian Mbappé.
Depois do time francês, Jardim passou por algumas equipes do mundo árabe, antes de assumir o Cruzeiro. Na Raposa, o português aproveitou os investimentos do dono Pedrinho em contratações para formar um time competitivo, com destaque para Matheus Pereira como o principal armador do time, e Kaio Jorge, como o grande artilheiro.
Como jogam os times de Leonardo Jardim
As equipes de Leonardo Jardim jogam um estilo de jogo mais reativo, baseado em jogadas diretas e contra-ataques. O português não busca controlar as partidas a partir da posse de bola, como fazia Filipe Luís.
Uma das poucas similaridades entre os treinadores é pensar a equipe a partir de um sistema defensivo sólido, mesmo que o brasileiro priorize o momento defensivo a partir da pressão.
O esquema tático favorito é o 4-2-3-1, com dois volantes fixos na saída de bola, enquanto os laterais abrem o campo. O português valoriza um camisa 10 criativo, somado com um centroavante rápido para as transições. Os pontas normalmente têm perfis diferentes: um mais veloz e driblador, enquanto o outro pisa mais na área para concluir jogadas.
Time base do Cruzeiro em 2025
No Cruzeiro, os volantes Lucas Silva e Lucas Romero auxiliavam nas características de marcação com boa capacidade de passes longos. Os laterais William e Kaiki subiam para ocupar o corredor do campo. Os zagueiros buscavam fazer lançamentos para Kaio Jorge, que vencia os adversários com velocidade e força física. O camisa 19 foi potencializado pelo estilo do treinador e terminou o ano como artilheiro do Brasileirão e da Copa do Brasil.
Pelos lados do campo, o treinador escalava pontas bem diferentes. Na esquerda, Wanderson era mais uma opção de velocidade e de jogadas individuais com dribles. Já na direita, o volante Christian se tornou mais um armador por dentro, que também auxiliava muito na marcação.
Táticas de Leonardo Jardim no Cruzeiro
A grande figura de criação da equipe era o meia Matheus Pereira, que tinha liberdade para se movimentar por todo o campo, buscando passes para encontrar os atacantes. O camisa 10 era o grande fio condutor da Raposa de Jardim.
Como jogará o ‘novo Flamengo’
Um dos pontos mais interessantes com a mudança de comando no Flamengo é o “racha” tático entre Leonardo Jardim e Filipe Luís. O ex-treinador do Fla tinha como princípios uma defesa sólida, a posse de bola e a pressão na saída de bola dos adversários.
Diferentemente de Filipe Luís, que tinha um esquema propositivo, Jardim gosta de um jogo de transições, mais reativo. As características dos jogadores também deixam dúvidas quanto a como cada nome pode se encaixar com o português.
Os laterais, por exemplo, como Alex Sandro e Varela, titulares em 2025, não jogavam abrindo o campo, já que esse papel era dos pontas. Como Jardim gosta de perfis diferentes para seus extremos, Cebolinha, Luiz Araújo e Samuel Lino devem disputar uma vaga como o ponta driblador da equipe.
Prévia do Flamengo com o comando de Leonardo Jardim
O outro extremo deve ter uma característica diferente, como a chegada na área de Bruno Henrique ou a armação de Carrascal. Paquetá não deve atuar como segundo volante, como vinha jogando com Filipe Luís, a contratação mais cara da história do Flamengo deve disputar a vaga na direita do ataque. Arrascaeta deve se manter como o grande armador da equipe, na posição de camisa 10. A maior dúvida é quanto à figura do camisa 9, porque Pedro não é um atacante de velocidade e transições, algo que Leonardo Jardim preza para a posição.
Resta saber como o elenco e o novo treinador vão se encaixar, se Leonardo Jardim vai abrir mão de convicções para favorecer as características dos jogadores, ou se o Rubro-Negro vai ter fortes mudanças em 2026.
O post Leonardo Jardim: a carreira e como jogará o ‘novo Flamengo’ com o treinador apareceu primeiro em Revista PLACAR.





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