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Neymar na Copa O que Ancelotti falou à PLACAR sobre o jogador

Carlo Ancelotti não demonstra o menor incômodo ao falar sobre Neymar. Nesta segunda-feira, 18, o técnico italiano colocará fim ao mistério envolvendo o maior artilheiro da história da seleção brasileira e divulgará os 26 jogadores que representarão o país na Copa do Mundo de 2026.

Com o meia-atacante do Santos presente na pré-lista de 55 nomes, o questionamento que fica é: pouco mais de dois meses após a Data Fifa de março, Neymar terá convencido Carletto que atingiu o ápice físico para ser chamado? Até aqui, fora cinco convocações e, em nenhuma delas, o camisa 10 esteve presente.

Desde a convocação para os jogos contra Croácia e França, o jogador fez 11 partidas pelo clube paulista, marcando quatro gols e contribuindo com uma assistência.

Em entrevista exclusiva à PLACAR de janeiro, Ancelotti dizia alimentar expectativas pela volta da melhor versão física do jogador e que vislumbrava utilizá-lo em uma posição diferente da que joga atualmente: como um falso 9. Ele também falou sobre os limites que precisariam ser respeitados pelo entorno do atleta.

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Qual pergunta o senhor mais ouviu até aqui? Sobre Neymar, certo? Sim (risos), sobre Neymar, mas é normal porque trata-se de uma lenda do futebol brasileiro. Sei que todo mundo quer que o Neymar volte à sua melhor condição física. E (isso se aplica) à CBF, ao treinador e ao estafe técnico da seleção, que esperam que ele possa voltar ao seu melhor nível.

E incomoda falar tanto dele? Não, não. Nenhum problema.

No livro Liderança tranquila, há uma reflexão em que o senhor diz se arrepender por não ter contratado Roberto Baggio para o Parma, em 1995. Acha que esse episódio se aplica, de alguma forma, ao caso do Neymar? No caso de Baggio, podíamos tê-lo contratado para o Parma, mas ele queria jogar como um mediapunta (meia-atacante) e eu não queria mudar o sistema de jogo, que era um 4-4-2. Por isso, disse a Baggio que não poderia trazê-lo. Foi um erro. Naquele momento, eu não tinha experiência para pensar o que penso hoje: é preciso adaptar o sistema ao jogador, e não o jogador ao sistema.

Por Neymar ser um talento como o Baggio foi, o senhor entende que ele deve estar nesta Copa Obviamente. Mas o futebol de hoje exige muitas coisas, não só o talento. Tem também a condição física, a intensidade… Tomara que o Neymar esteja em seu melhor nível.

Hoje o Neymar atua como um meia-atacante, mas sem render tanto como em outros momentos da carreira. O senhor acredita que ele ainda consegue jogar nessa função, se adaptaria à intensidade exigida Eu acho que ele tem que jogar (em uma faixa) mais central, não como extremo, porque os do futebol de hoje precisam ajudar também defensivamente. Quando joga um pouco mais por dentro, a exigência defensiva é muito menor. E acredito que um jogador com muito talento, mais perto do gol, tem mais oportunidade de marcar.

O senhor o vê como um falso 9, um pouco mais à frente, então? Sim, penso que pode ser sua posição ideal.

Sempre que esteve na seleção, Neymar carregou com ele o pai e os amigos. Em 2018, estes circulavam até mesmo no hotel da seleção. Como lidaria com isso? Já tiveram uma conversa franca a respeito? Não, sobre esses temas não tenho que falar com Neymar ou com nenhum outro jogador. A CBF tem uma organização clara e uma programação. Os jogadores estão juntos quando devem estar juntos. Há um programa e um calendário que têm que ser cumpridos.

São valores dos quais o senhor não abre mão? Eu não tenho falado disso com os jogadores.

Acredita que Neymar poderia ter sido Bola de Ouro? Neymar também teve uma lesão muito grave em uma idade que é bastante perigosa (para a recuperação), mas antes disso a carreira dele foi fantástica. Agora ele precisa retomar a sua melhor condição física.

Carlo Ancelotti é atração de capa da PLACAR 1531, de janeiro de 2026 - Reprodução/Placar

Carlo Ancelotti foi a capa da PLACAR 1531, de janeiro de 2026 – Reprodução/Placar

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