O técnico do Bayern de Munique, Vincent Kompany, saiu em defesa do brasileiro Vinicius Junior, do Real Madrid, que acusou Gianluca Prestianni, do Benfica, de tê-lo chamado de macaco durante jogo da Champions League. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, 10, o treinador belga ainda fez críticas à postura do colega José Mourinho em relação à denúncia de racismo.
“É um tema difícil. Eu assisti ao jogo e fiquei realmente intrigado. Há dois componentes diferentes nessa história. Primeiro, o que aconteceu em campo; segundo, o que aconteceu com os torcedores. E depois há o que aconteceu após a partida. Precisamos separar essas coisas. Quando você observa o lance em si e a forma como o Vini reagiu, aquela reação não pode ser fingida. Dá para ver que foi uma reação emocional”, iniciou Kompany.
“Não vejo nenhum benefício para ele em ir até o árbitro e colocar todo esse peso sobre os próprios ombros. Naquele momento, ele entendeu que era a coisa certa a fazer. Kylian Mbappé normalmente é sempre diplomático, mas foi muito claro sobre o que viu e ouviu. Depois há o jogador do Benfica que estava escondendo o que prosseguiu o treinador do Bayern de Munique, antes de ser direto na crítica a Mourinho.
Vincent Kompany defends Vini Jr and criticizes José Mourinho for his statements after the game pic.twitter.com/FC5BZSmJxb
— Bayern & Germany (@iMiaSanMia) February 20, 2026
“José Mourinho basicamente atacou o caráter de Vini Jr. ao mencionar o tipo de comemoração dele para desacreditar o que estava fazendo naquele momento. Foi um grande erro em termos de liderança. Além disso, Mourinho mencionou o nome de Eusébio. Ele disse que o Benfica não pode ser racista porque o maior jogador da história do clube foi Eusébio. Você sabe pelo que jogadores negros tiveram que passar nos anos 60? Ele estava lá para viajar com Eusébio em todos os jogos fora de casa e ver o que ele enfrentava Usar o nome dele hoje para sustentar um argumento contra Vini…”, seguiu Kompany.
“Para ser honesto, eu não me vejo pertencendo a muitos dos lados nas coisas que estão acontecendo hoje, então não quero fazer parte de um grupo ou de outro. Conheci 100 pessoas que trabalharam com José Mourinho. Nunca ouvi alguém dizer algo ruim sobre o José. Todos os jogadores dele o adoram. Eu entendo quem ele é, entendo que ele luta pelo clube dele. Sei que, no fundo, é uma boa pessoa. Não preciso julgá-lo por isso. Mas também sei o que ouvi. Entendo o que ele fez, mas ele cometeu um erro. Espero que isso não volte a acontecer no futuro e que possamos seguir em frente juntos”, complementou.
Gianluca Prestianni, do Benfica, foi acusado de racismo por Vinicius Junior, do Real Madrid – EFE/EPA/JOSE SENA GOULAO
O que Mourinho disse sobre Vini Jr.
O treinador do Benfica, José Mourinho, discutiu com Vinicius em campo e disse tê-lo repreendido por sua comemoração, dançando na bandeira de escanteio. E se negou a cravar que tenha ou não havido racismo.
“Eu conversei com os dois. O Vinicius me disse uma coisa, mas o Prestianni me disse outra. Não posso tomar partido, nem ser vermelho (Benfica) e dizer que acredito 100% no Prestianni, nem branco (Real Madrid), e dizer que o que Vinicius me disse é verdade. Eu não posso”, afirmou Mourinho, à Movistar.
“Vinicius marca um gol que só ele ou o Mbappé conseguem marcar. Ele tinha que subir nos ombros de seus companheiros e não mexer com 60.000 pessoas neste estádio. Essa é a única coisa que digo”, disparou Mourinho, ele próprio um conhecido provocador de torcidas adversárias. “Em quantos estádios isso já aconteceu? Em quantos? É um jogador de outro mundo, me encanta muito, mas marca um gol como esse. Saia nos braços dos seus companheiros. Foi aí que acabou a partida”.
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