O recente fracasso da Itália nas Eliminatórias ainda segue reverberando na Federação Italiana de Futebol (FIGC). A entidade anunciou nesta sexta-feira, 3, a rescisão contratual do técnico Gennaro Gattuso, contratado em junho de 2025.
O ex-volante deixa o cargo em comum acordo com a federação depois da eliminação para a Bósnia, nos pênaltis, na repescagem, que deixou o país tetracampeão mundial de fora da Copa do Mundo de 2026.
“Com o coração pesado, por não termos conseguido atingir o objetivo que traçamos, considero que meu tempo como técnico da seleção chegou ao fim”, declarou Gattuso.
“A camisa da Azzurra é o bem mais precioso do futebol, por isso é justo facilitar as futuras avaliações técnicas desde o início. Foi uma honra comandar a seleção. Meu maior agradecimento vai para os torcedores, para todos os italianos que nunca deixaram de demonstrar seu amor e apoio”, completou o ídolo italiano.
Haris Tabakovic comemora o gol de empate da Bósnia – EFE/Nidal Saljic
O treinador esteve à frente do cargo por apenas oito jogos, quando substituiu Luciano Spalletti, com seis vitórias, um empate e uma derrota, sendo que o revés definitivo veio na dramática disputa de penalidades que selou o destino da nação.
A eliminação aprofunda uma crise no futebol italiano, que atinge uma marca histórica e negativa: pela primeira vez, uma seleção campeã mundial fica de fora do torneio por três edições consecutivas (2018, 2022 e, agora, 2026).
O vexame causou não apenas a saída de Gattuso, mas também de Gabriele Gravina, que presidia a FIGCe anunciou sua renúncia ao cargo. Junto com ele, o ex-goleiro Gianluigi Buffon, que exercia cargo no estafe diretivo da seleção e também optou por deixar o projeto.
O sucessor
Segundo informações do jornal La Gazzetta dello Sport, o grande alvo italiano atende pelo nome de Pep Guardiola. O técnico espanhol, que atualmente comanda o Manchester City e possui contrato até 2027, já declarou vontade de treinar seleções nacionais.
Guardiola comemora o título da Copa da Liga Inglesa – @ManCity/X
No entanto, por se tratar de uma negociação financeira e esportivamente complexa, nomes caseiros começam a figurar como alternativas de mais fácil alcance no curto prazo. Entre os cotados para iniciar esse novo ciclo de reconstrução até a Copa de 2030 estão Roberto Mancini (hoje no Al-Sadd), Antonio Conte (Napoli) e Massimiliano Allegri (Milan).
A eleição que decidirá o novo presidente da FIGC está marcada para meados de junho.
O post Gattuso deixa a Itália após vexame; Guardiola, Conte e Allegri são especulados apareceu primeiro em Revista PLACAR.





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